Entenda mais sobre Síndrome de Burnout e como afeta veterinários

Entenda mais sobre Síndrome de Burnout e como afeta veterinários

Condição afeta fortemente médicos em todo o país, mas pode ser evitada com tratamentos psicológicos.

De acordo com um estudo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a medicina veterinária é uma das profissões que possuem altos níveis de estresse, o que resulta em um número elevado de suicídio. Esse dado pode ser explicado por diversos fatores, como, por exemplo, as mais variadas condições psicológicas que podem passar esses profissionais, entre elas, a Síndrome de Burnout.

A doença é uma das que mais atinge os veterinários e se caracteriza pelo estado constante de esgotamento físico e mental. “Infelizmente, as síndromes laborais estarão associadas a outras doenças comportamentais (principalmente a Fadiga da Compaixão) com grande frequência, por isso a importância de se buscar auxílio médico e psicológico tão logo qualquer sinal de alteração grave do comportamento seja identificado”, explica Rodrigo Rabelo, médico-veterinário especializado em Burnout.

Entre os sintomas da doença estão: diminuição da capacidade de se concentrar; sensação de estar longe; distração e atitudes de ausência; perda de memória recente; impaciência em diversos níveis, principalmente que se estenda do trabalho para o ambiente familiar; instabilidade e oscilação emocional constante e baixa autoestima.

Diagnóstico

A suspeita geralmente vem por parte de familiares e colegas, sendo ideal que o indivíduo assuma o problema e busque na sequência auxílio profissional especializado, como psicólogos e médicos psiquiatras. “Também é importante não confundirmos Burnout com Síndrome da Fadiga da Compaixão ou outros transtornos, como o estresse pós-traumático, a síndrome do pânico e a depressão”, salienta.

Depressão X Síndrome de Burnout X Estresse

Os três termos são continuamente relacionados e até confundidos, pois possuem sintomas parecidos ou até mesmo um desencadeia o outro. Porém, cada caso apresenta particularidades diferentes e necessita de tratamentos diversos.

Usualmente, o estresse comum apresenta cansaço físico e emocional, semelhante à Síndrome de Burnout, porém, na síndrome, a exaustão vem com desinteresse pelo trabalho e a alta cobrança pessoal, já que o veterinário acredita que seu desempenho não é satisfatório.

Enquanto a depressão pode ser desencadeada por problemas em áreas diferentes da vida do indivíduo, a Síndrome de Burnout ocorre exclusivamente pelo desgaste físico e psicológico ocasionado pelas más condições de trabalho.

Quer entender mais de gestão? Confira nesse artigo cinco áreas para ficar de olho em sua clínica.

Causas da doença

São diversas as causas que podem desencadear em Burnout. “A medicina veterinária (principalmente o médico-veterinário especializado em atuar na área de cuidados médicos) é geradora de fatores estressores contínuos se não for devidamente balanceada com a vida pessoal do profissional”, explica o médico-veterinário especialista em Burnout.

Fatores como carga horária de trabalho exaustiva e sem a devida remuneração, reconhecimento insuficiente da profissão, cobrança excessiva por parte dos tutores e superiores pelo lado profissional e por familiares e amigos pelo lado pessoal, são aspectos que resultam em uma cobrança individual excessiva e de forma contínua.

O ambiente em que o profissional está inserido também faz a diferença, pois pode ocasionar em estresse ocupacional como barulhos e desconforto luminoso. “Estes fatores são comuns e presentes em quase todos os ambientes de trabalho, em maior ou menor intensidade, porém são relativamente mais fáceis de resolver do que a segunda categoria de agentes estressores que seriam os psicossociais. Deles fazem parte os problemas de relações interpessoais, problemas com hierarquias e cargos, a autonomia e liberdade no trabalho, o plano de carreira e expectativa de futuro, além de fatores intrínsecos ao trabalho”, pontua Rabelo.

Como evitar o burnout?

São diversas as formas de prevenção, começando pela reformulação dos objetivos de vida e do nível de cobrança individual. Outra tarefa de atenção é estar atento ao excesso de horas extras, evitar a monotonia durante a rotina, ter um bom relacionamento com os colegas de trabalho e melhorar as condições sociais e físicas do ambiente de trabalho.

“Buscar hobbies, ter mais tempo com a família e entender que o trabalho é um meio e não o fim podem colaborar com o melhor entendimento da vida pessoal”, conclui Rodrigo Rabelo.

Para continuar por dentro de assuntos relevantes da medicina veterinária, acompanhe nossas redes sociais e Let’s Talk!

Instagram, LinkedIn e Facebook

Deixe uma resposta

Fechar Menu