Pet da terceira idade: geriatria veterinária ganha espaço no mercado

Pet da terceira idade: geriatria veterinária ganha espaço no mercado

Geriatria veterinária é considerada área em expansão e sua importância cresce continuamente tanto para cães e gatos idosos como para seus proprietários.

A idade chega para todos os seres humanos, e com os animais de estimação isso não é diferente. Com os pets considerados hoje como um membro da família, vistos como entes queridos, que dormem na cama e tem estreito contato com as pessoas, o mercado veterinário consegue enxergar uma tendência antes vista apenas para vovôs e vovós: a geriatria veterinária.

Sim, existe uma área específica dentro da medicina veterinária que trata de animais idosos e as doenças que acometem cães e gatos em idade avançada. O melhor é que o mercado pet segue ampliando o leque de produtos, os tutores hoje se interessam mais, e agora buscam por mais informações com o objetivo de fazer o melhor pelos seus grandes amigos.

Com este aumento do tempo de vida, as doenças relacionadas a idade se tornaram crescentes na medicina veterinária e a geriatria passou a receber mais atenção. Dados da LABYES, empresa especializada em medicina veterinária para pequenos animais, estimam que 40% da população de cães e gatos se encontrem em idade geriátrica. Mais do que um avanço para os pets, as oportunidades de profissionalização e trabalho na área só tendem a crescer.

Saiba mais sobre outras áreas da medicina veterinária que você precisa ficar de olho.

Diante do aumento de pacientes desse tipo, os profissionais mais preparados, tanto em relação às opções de tratamento quanto ao estabelecimento de práticas de prevenção, podem sair na frente.

“Atualmente, há opções de medicamentos específicos voltados ao atraso no envelhecimento, ricos em antioxidantes, que devem ser utilizados de modo contínuo a partir dos 6 anos de idade tanto por cães como por gatos, visando atrasar o surgimento de doenças, ajudar no equilíbrio destas, quando presentes, assim como, proporcionar mais vitalidade ao paciente idosos”, fala Ana Carolina Donatelli, Gerente de Marketing da LABYES.

Profissionalização

A Gerente explica que a prática tem sido muito explorada e, assim como a ortopedia, está ganhando cada vez mais espaço desde que chegou ao Brasil, porém nas universidades não há uma disciplina específica voltada para a geriatria.

“Quando estamos diante de um paciente geriatra, é necessário ter uma visão geral de todo organismo, avaliando as possíveis alterações de todo indivíduo decorrentes da idade e possíveis consequências, e não apenas sobre o sintoma apresentado naquele momento. Nesse sentido, o tema desafia o profissional a procurar por mais casos, focar nos estudos e fazer a diferença na área em que está em formação”, diz.

Mercado

Diante do fato de não ter espaço na grade curricular de uma universidade, ainda não temos no Brasil um título de especialista em geriatria veterinária.

Atualmente, já há um movimento voltado a oficialização da Sociedade Brasileira de Geriatria Veterinária (SBGV), em fase de formalização. Os interessados nesta especialidade podem se inscrever em pós-graduação lato sensu, ou seja, um curso de especialização em geriatria.

Tendências

Quanto maior a procura pelo tema geriatria, maiores são os números de cursos disponíveis e tendência a oficializar como uma especialidade junto aos órgãos competentes nos próximos 5 anos.

Por conta da demanda, também há um aumento da abordagem do assunto em congressos e um maior interesse por informação por parte do tutor do cão e do gato, acerca das possibilidades terapêuticas e preventivas para seus animais viverem mais e melhor.

“Não basta aumentar a expectativa de vida e não ter qualidade. A busca é por uma longevidade repleta de vitalidade e bem-estar”, completa Ana.

Prevenção e tratamento

Dentre as doenças que mais acometem animais idosos, estão problemas cardíacos, renais, neoplasias e problemas cognitivos, que podem ser identificados através de diversos exames de imagem ou clínicos, que atualmente são capazes de diagnosticar em graus iniciais.

Entretanto, Ana Carolina destaca que a maior dificuldade da área não está no diagnóstico, e sim na conscientização dos tutores que não se dão conta de que um cão ou gato em torno de 6 ou 7 anos já pode ser considerado um animal idoso e que necessita de atenção especial.

“Isso ocorre, pois, o envelhecimento é insidioso, isto é, nos engana. Tanto em humanos como nos animais, não percebemos o envelhecimento e quando alguma patologia relacionada a idade se apresenta, já não é possível a prevenção, apenas o tratamento dos sintomas e um controle da causa, nos casos das doenças degenerativas”.

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