Como incentivar a doação de sangue na clínica veterinária

Como incentivar a doação de sangue na clínica veterinária

Com maior expectativa de vida dos pets e tecnologias no tratamento de doenças, profissionais devem se atualizar cada vez mais sobre doação de sangue na clínica veterinária.

As mesmas dificuldades que os humanos enfrentam referente à transfusão sanguínea também acontece com a doação de sangue animal na clínica veterinária. No universo dos pets, essas limitações são ainda maiores e a procura menor, ocasionando, por vezes, a morte de bichos que não conseguem ajuda.

O desafio, em ambos os casos, é parecido: conseguir doadores e manter o estoque. Para ser doador, o animal deve ser saudável e atender a outros requisitos essenciais. Antes da coleta, o doador passa por uma bateria de exames.

Por mais que hoje já sejam mais de 112 mil médicos veterinários no país, segundo dados do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de São Paulo, essa demanda possibilitou o crescimento e a especialização da Medicina Veterinária em todas as áreas, inclusive na Hemoterapia, uma área recente no Brasil.

A veterinária hematologista e sócia fundadora do Hemovet, Laboratório e Centro de Hemoterapia Veterinário, Simone Gonçalves Rodrigues Gomes, explica que os cães necessitam de transfusão quando há anemia, trombocitopenia (diminuição do número de plaquetas) ou deficiência dos fatores de coagulação. Já nos felinos, a principal causa de transfusão é a anemia.

Mercado

A especialista diz que não se sabe ao certo a quantidade de animais de estimação que dependam de uma transfusão de sangue para tratamento de alguma doença, mas a média de uma bolsa de sangue animal gira em torno de R$ 300,00.

Trata-se de mais um grau de sofisticação, num mercado que movimenta mais de R$ 34,4 bilhões e atende cerca de 54,2 milhões de cães e 23,9 milhões de gatos, pelos cálculos da Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet).

Com os cães e gatos considerados verdadeiros membros da família, observamos maior expectativa de vida dos pets e maior empenho no tratamento de doenças. O Instituto Pet Brasil divulgou haver ao todo 139,3 milhões de animais de estimação no país, entre eles, muitos idosos com tutores dispostos a gastar mais para prolongar a vida dos bichos.

Segundo a fundação, o número de doadores pets ainda é muito baixo. Entra aí um novo nicho de medicina geriátrica em que clínicas veterinárias devem se adequar, inclusive quando o assunto é sobre transfusão sanguínea.

“A demanda é tão grande, que muitas vezes a gente não consegue atender a todos, principalmente por falta de plaquetas, que tem uma duração de apenas cinco dias. Em São Paulo, há ainda uma maior oferta de bancos de sangue veterinário, mas o interior, litoral e até outros estados ainda são muito carentes. É mesmo necessário uma campanha de incentivo e conscientização dos tutores”, complementa.

O conceito de Programa de Doação de Sangue para cães e gatos no país é muito novo, mas tem ganhado espaço através da confiança e indicação de seus participantes que percebem benefícios. Com o aumento do número de transfusões na veterinária há também a divulgação do dono do pet que foi salvo pelo procedimento. Essa ação pode beneficiar tanto a clínica como muitos outros pets.

Requisitos para um paciente doador

A doação de sangue, assim como no humano, é um procedimento seguro, desde que sejam obedecidos alguns critérios. Simone fala que os cães devem apresentar peso mínimo de 27 kg, idade entre 1 e 8 anos, temperamento dócil, vacinação e vermifugação atualizadas, controle de carrapatos e pulgas.

“Além disso, não apresentar enfermidade pré-existente e não ter recebido transfusão prévia. São realizados exames para detecção de doenças que podem estar presentes de forma assintomática. Dentre os exames, realiza-se: hemograma, função renal, testes para detecção de erliquiose, dirfilariose, Lyme, leishmaniose e brucelose”, explica.

Os felinos devem ter peso mínimo de 4kg, idade entre 1 e 6 anos, também ser dócil e com a saúde em dia. “Da mesma forma que o cão, devem ser realizados exames prévios, dentre eles: hemograma e função renal”, adiciona.

Gostou do artigo? Nesse post você também encontra dicas para manter o bom atendimento do cliente, como esclarecer informações importantes como esse tema sobre doação de sangue animal!

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